Maggda Veste, News

Arte sem moldura

17 de abril de 2014

 

Em um primeiro post, o mais difícil é o assunto a se abordar, é quase uma festa em que precisamos levantar da nossa mesa, ir ao centro da pista e dançar.

Talvez o mais importante e o que me norteia para se fazer convidado presente neste blog é o contágio.

O tragável de uma obra de arte, o universal e que poucos se atrevem a beber; o posicionamento, a história, o conceito, a intenção. Não que uma obra necessite de tudo isso para acontecer, afinal, ela não precisa.  Precisamos nós nos permitir estar abertos a esse contágio, ser permissivos, “desindustrializados”, desconstruidos, “despreconceituosos”. Um “des” crescente em uma ladeira interna que procura o que há de mais puro.

A arte é uma pureza de olhar, uma humildade a ponto de permitir tantas leituras quanto forem seus leitores sobre o que se exprimiu de um artista naquele determinado momento.

A arte é um contágio poderoso quando se entende a sua liberdade, a sua expressão, a sua razão interna externada, ou seja, a própria loucura humana?

Não como definição única e final, a arte como obra é indefinível.

Poderia eu, pensar sobre minhas palavras, em resumo, uma arte em moldura, de um homem que em um rompante de coragem, caminha até o centro do salão para dançar, e na dança, se desconstrói em gelo e por uma ladeira, ao rolar, se permite um homem nú, louco. Louco por estar nú, ou nú por estar louco?

A resposta é sua. Pense.

 

IMG_2942

IMG_2972

Você pode gostar também