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MUNDO AFORA | Uma breve introdução – Peru parte 1

28 de outubro de 2014

O colunista Cesar Pessin  estreia hoje sua participação na seção Mundo Afora, onde começa a recente viagem que fez ao Peru. Serão muitas dicas e relatos de experiências fantásticas! Hoje ele mostra o primeiro!

Se você gosta de viajar e é do tipo de pessoa que faz uma lista de países que pretende conhecer antes que a idade apresente suas credenciais, reconsidere a posição do Peru, caso ainda não tenha ido para lá. Primeiro, por questões de saúde e segundo, porque é um país maravilhoso e surpreendente. Não que a idade impeça de visitá-lo, mas certamente sem preparo físico você perderá o melhor desta nação que ama a terra (Pachamama), a água (Mamacocha), e o criador de todo o universo (Wiracocha).

Para nós, seres urbanos cujos pés mal tocam a terra, que reclamam da chuva, do calor ou do frio, que vivemos apressados, estressados e cansados, escravos do trabalho e do smartfhone, o contato com o povo e a cultura peruana provocam um choque de alta voltagem de difícil recuperação. Pode até ser clichê, mas você não volta igual de lá. E não adianta fotografar, porque a melhor imagem de sua câmera não será melhor que a mais estrábica das imagens que o seus olhos puderem captar.

É preciso sentir; é preciso estar lá. É como se você estivesse no centro do mundo, recebendo uma energia que transcende a compreensão, que transporta e enleva a alma. E, para que fique claro, nunca fui um ser espiritual e tenho certa dificuldade de aceitar o que não compreendo.

Se você se interessou pela proposta, fuja do óbvio, acrescente uns dias a mais e não se limite ao circuito das agências de viagem que o levarão a Lima, Cusco e Machu Picchu . Visitas com hora marcada, os minutos contados e aquela preocupação em reunir uma tropa de quarenta companheiros de viagem, incluindo aquele casal que sempre chega atrasado e deixa a turma hibernando dentro do ônibus, cuja única e prosaica vingança é bater palmas até o próximo atraso. 

Vá sozinho ou com um grupo pequeno, crie uma identificação com o guia e peça para ele falar devagar. Demore-se o mais que puder nos lugares que visitar, siga para onde ninguém vai (mas não se perca) e olhe com o coração, acima de tudo. É muita beleza; é muita história, mistério e veneração. Foi o que eu fiz e conto para vocês nesta e nas próximas semanas… Acompanhe!

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