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MUNDO AFORA | Organize-se para a viagem! | Peru parte 2

4 de novembro de 2014

A viagem ao Peru é tranquila e em seis horas desembarca-se em Lima, voando TACA e saindo direto de Porto Alegre. Só aí já temos um diferencial, pois o voo não parte de São Paulo ou Rio de Janeiro, onde amarrotamos a nossa energia e paciência. O fuso é de duas horas para menos, o que não chega a causar impacto algum. 

De Lima, fizemos conexão para Cusco, onde nossa guia xamânica, Kandry, nos esperava. Para não fugir à regra, as malas chegaram detonadas. A minha foi literalmente destruída e só sobrou o corpo. Chegou sem rodas, sem garfo e sem alça e eu fiquei sem pai nem mãe, tendo que carregá-la no colo, feito um cachorrinho. Pior é que na volta precisei assinar um termo de ciência de que a pobre coitada estava destruída e a companhia aérea não se responsabilizava. Quanta ironia!

Você poderá viajar em qualquer época do ano para o Peru, mas evite o período das chuvas, que vai de novembro à março. Os campos estarão verdejantes, mas você correrá o risco de abortar alguma visita importante. Não faz muito, algumas centenas de turistas ficaram ilhados em Machu Picchu e passaram maus bocados para serem resgatados. E, como desgraça pouca é bobagem, lembre-se também que o Peru se encontra no Círculo de Fogo do Pacífico, zona onde ocorrem 80% dos terremotos do mundo.

Tragédias à parte, prefira viajar de maio à outubro, que é o período das secas, com temperaturas que oscilam entre a mínima de 6°C e a máxima de 29°C. Lembre-se também de levar sua farmácia particular, pois certamente não escapará de algum enjoo, dor de cabeça, arritmia, náuseas, falta de ar e outros quetais. Contra isso, folha ou chá de coca, mas não exagere, do contrário ficará ligadão e passará a noite em claro, feito um zumbi. Outra dica é comprar com boa antecedência os bilhetes de trem, de preferência ainda no Brasil, pois eles partem lotados e você poderá ficar a ver navios.

Além destes cuidados, confie na dica e leve uma mala magra, pois, não tem jeito, ela voltará obesa e você terá problemas para despachá-la. É impossível resistir ao colorido intenso das mantas, trilhos, toalhas, casacos e tapetes peruanos. O artesanato é muito rico e você volta com máscaras, totens, móbiles, sinos, bonecas, estatuetas, réplicas pré-incas, toritos e até espigas de milho. Mas não só isso a faz inchar, pois na mala também vem água florida, Palo Santo, maca, quinua e, entre as roupas, bem escondidinho (e à beira de uma taquicardia), um punhado de folhas de coca. Que não foi o meu caso, porque encrenca não é comigo. Tudo relativamente barato, pois o sole, moeda local, vale em torno de oitenta centavos de real. E, importante, no país inteiro eles preferem receber no dinheiro deles, por isso troque seus dólares ou reais nas casas de câmbio, que são corretas e estão espalhadas por toda parte nas grandes cidades.post2.4 post2 post2.1 post2.2 post2.3

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