Maggda Veste, News

MUNDO AFORA | Machu Picchu| Peru parte 5

16 de dezembro de 2014

Da estação de Ollantaytambo toma-se o trem para Águas Calientes, numa viagem de duas horas, aproximadamente. Aqui vale uma observação: o trem é uma atração à parte. Possui o teto panorâmico, um conforto e atendimento impecáveis (esqueça as Marias Fumaça que você conhece). Está incluído um lanche e um drink à sua escolha. Em todo o percurso você seguirá por corredeiras, ravinas, montanhas, encostas e florestas, numa paisagem simplesmente deslumbrante. Parte sempre lotado e recorde-se da dica, compre os bilhetes com (muita) antecedência. Já havia escurecido quando chegamos ao Pueblo de Machu Picchu, no sopé da montanha deste Santuário. Um povoado simpaticíssimo, divertido, animado, cheia de locais bacanas para comer e passear. Você encontra diversos restaurantes, bares, pizzarias, lojas de souvenir, centros de artesanato e o que mais procurar, tudo num local lindo de morrer, às margens do rio Urubamba, com suas águas brancas e rochas imensas que parecem cedas. Um lugar que é uma verdadeira obra de arte a céu aberto, impossível de esquecer.

Depois, o Santuário de Machu Picchu. Um lugar que você precisa conhecer antes de morrer. Não há muito que falar. Nem se iluda, pois não há foto que o represente. É preciso estar lá e sentir. A sensação é de estar no topo do mundo. A vista do santuário e a sequência de montanhas que se sobrepõe umas às outras, formando uma cadeia de diversos tons até você perdê-las de vista é indescritível. A imponência da irmã Huayna Picchu ao fundo, a atmosfera, as construções preservadas, o peso de visualizar uma das imagens mais conhecidas do mundo, a energia que cai como uma bigorna sobre a sua cabeça e a descoberta de que você é quem está ali e não um amigo que foi e lhe disse como era, te extasiam e te obrigam a fechar os olhos e agradecer. Sim, agradecer. Você é um privilegiado e agora também faz parte da história.

Na manhã seguinte, refeitos, partimos de volta para Cusco, ponto de partida das linhas imaginárias que cercam essa cidade. Cusco tem aproximadamente 300 mil habitantes e está à 3.400 metros de altitude. De lá partimos para conhecer uma fabulosa e complexa obra de engenharia hidráulica para aproveitamento da água das chuvas, através de uma rede de canais em diferentes platôs. No local encontramos centenas de crianças de uma escola peruana em contato direto com sua própria história. Como em todas as escolas do país, lindamente vestidos com um uniforme, as meninas de saia e os meninos de calça, camisa e gravata (opcional). Impossível passarem despercebidos, inimaginável em nossas escolas, hoje. De Cusco, foi possível conhecer inúmeros sítios arqueológicos como Saqsaywaman, Twmbomachay e Q’enqo. No primeiro, tivemos a possibilidade de tirar uma foto deslumbrante da cidade de Cusco. Também imperdível a visita à imponente Catedral de Cusco, que impressiona por seus afrescos e abóbada de mármore branco. Em Koricancha, conhecida como o Templo do Sol, a possibilidade de conhecer um pouco da tecnologia inca que proporcionava encaixes perfeitos em rochas de dezenas de toneladas. Um conhecimento que até hoje o ser humano não conseguiu reproduzir. Sem dúvida, impossível compreender como isso foi possível para esse povo milenar.

 

Você pode gostar também