Estilo de Vida

4 dimensões comportamentais do ser humano

5 de março de 2015

Você já se perguntou porque as pessoas agem como agem? Porque ele é tão mandão e demandante? Porque tão falastrão e empolgado? Como ela consegue ser tão calma? Ou ainda, porque tanta precisão e cautela? Não poucas vezes em nossas vidas nos deparamos com essas e outras questões que fazemos sobre as pessoas a nossa volta. Seja um amigo de anos, um parente ou até mesmo um estranho.

Tendo em vista, Allyn Cutts (2000,p.4) afirma que estamos inclinados a preferir e aproximar-nos de pessoas com estilos parecidos aos nossos, isso nos é natural e confortável. Entretanto este nem sempre será o caso e a convivência com pessoas diferentes é inevitável.

Segundo um estudo em conjunto com as universidades de Stanford e Harvard, 15% das razões pelas quais se conquista, mantém-se e consegue-se uma promoção em um emprego estão ligados a capacidade e conhecimentos técnicos. Os 85% restantes, no entanto, estão ligados à habilidade para relacionar-se com os outros, além do grau de conhecimento sobre o comportamento humano que a pessoa possui. É muito mais fácil adquirir conhecimento técnico do que habilidade com pessoas.

E é para superar esse desafio – melhorar nossos relacionamentos e comunicação – que existe o DISC. Através de sua metodologia fácil e universal, é possível criar uma linguagem comum, adequada e respeitosa, permitindo a convivência e a comunicação harmoniosa ente todas e quaisquer pessoas, levando a maiores níveis de sucesso, felicidade e menos stress.

Mas o que é DISC?

Segundo William Moulton Marston, o pai da teoria DISC, pós graduado em Harvard e inventor de outros estudos mundialmente conhecidos como o Detector de Mentiras e a nossa tão conhecida Mulher Maravilha.

Marston dividiu os perfis comportamentais do ser humano em três dimensões:

D- Dominância
I – Inspiração
S- Estabilidade
C- Cautela

Cada um deles, com todas suas particularidades, nos permitirão identificar com que tipo de perfil estamos lidando em relação a nós mesmos e as outras pessoas.

DOMINÂNCIA: é um sentimento de explosão de energia para remover oposições.
A primeira impressão tida desse perfil poderia caracterizar-se por palavras como raivoso, nervoso, brusco, sem tato, ditatorial, egoísta, egocêntrico, agressivo, entre tantas outras palavras com certa carga pejorativa. Não se trata simplesmente disso, mas também pode ser. Sua vontade de superar desafios, ser pioneiro e conquistar grandes realizações podem tornar um alto D impaciente, brusco, ditatorial, com certa falta de tato e, até mesmo leva-lo à sobrecarga de trabalho e a metas pouco realistas.

INFLUÊNCIA: o alto “I” apresenta genuína preocupação com pessoas.
É amigável, extrovertido e estimulante. Entre suas características também estão expressividade e iniciativa, além de uma visão otimista e certa tendência à desorganização. O alto I gosta também de socializar, não indo direto ao ponto sempre que possível. Conhecer, conversar e conviver com pessoas é extremamente importante para o alto I.

ESTABILIDADE: assim como os altos Is o alto S também apresenta um enorme cuidado com pessoas, sendo este também o seu norte.
Entretanto, as principais características do alto S é o trabalho em equipe e a preocupação com as pessoas. Cooperação, colaboração, mais do que a persuasão e a atividade. O elemento S é paciente, empático, orientado por tarefas e pessoas, fácil de lidar, sempre aberto a questões e necessidades alheias. Além disso, lida bem com procedimentos e processos bem definidos, preferindo itinerários claros e estáveis a improvisações.

CAUTELA: um alto C soma muito valor a uma equipe e tende a ser um trabalhador meticuloso.
Com sua tendência à atenção a detalhes, assegurará a qualidade do trabalho da equipe. Esta pessoa consegue as informações certas ao grupo e verifica suas validades. Ele é calmo, contido e tem um ritmo moderado. Muito metódico e cuidadoso.

Para finalizar, Marston fala que todos possuímos os 4 perfis comportamentais, portanto um se sobressai sempre mais que o outro, traçando um perfil comportamental único.

E você, saberia dizer qual é o seu?

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