Maggda Veste, News

O desconhecido que instiga

22 de maio de 2015

Alguém bate à porta. É quase meia-noite. Pelo olho mágico nem uma viva alma. Quem bate?

O instinto de auto preservação grita dentro do peito, mas a curiosidade, aquela tentação quase orgásmica de saber o que há por detrás da madeira fria faz com que sua mão encoste no metal frio da maçaneta e gire-a, vagarosamente, no sentido anti-horário.

Pronto. A porta se abre.

Ninguém.

Apenas um sussurro: “deixe-me entrar”.

O fascínio que as pessoas nutrem pelo desconhecido, pelo estranho, pelo obscuro não tem nada a ver com maldade. Tem a ver com curiosidade.

Somos seres investigativos por natureza e, nada mais instigante do que a arte.

Olhar fixamente para uma fotografia, uma pintura, uma escultura e passar horas tentando entender onde ocorreram as primeiras pinceladas, as primeiras composições de cena, a primeira batida de uma talhadeira.

Edvard Munch explorou bem o tema, criando quadros famosos como: O Grito, Desespero e A menina doente. São composições que, para quem não conhece a história do artista, nos deixam perplexos e ávidos por adentrar os limites da tela e respirar o mesmo ar que suas ‘musas’.

A tentativa é sempre livre.

 

Na fotografia, um bom exemplo dessa nossa obsessão pode ser conferido nos cliques da alemã Vanessa Meyer.

Vanessa Meyer

Vanessa Meyer2

Ou ainda, no trabalho da fotógrafa Nóra Mehrmeer.

Nora Mehrmeer

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