Estilo de Vida

Gabriela Dawson | Deixe a preocupação de lado!

1 de junho de 2015

Há quem preocupe-se com tudo e todos. Vê numa situação inesperada um grande problema, perde-se no filme da sua mente, imaginando cenários possíveis do que ainda não aconteceu (e não acontecerá), devido a uma diferença de opiniões no trabalho, confere quatro vezes antes de sair de casa se fechou as janelas (pode não ter visto bem, é melhor confirmar!), e ainda dorme mal, a pensar no problema que a filha tem de resolver na escola.

Quando uma pessoa constrói cenários na sua mente do que pode dar errado, com o intuito de antecipar todas as consequências possíveis das situações diárias, então a preocupação já é excessiva. Essa preocupação excessiva esconde o medo. O medo de não ser capaz, recear ser incompetente para resolver uma situação, medo de perder o controle, recear o imprevisto, ou ainda querer evitar a todo o custo situações negativas futuras.

Então a pessoa preocupa-se. E porquê? Porque a preocupação dá a sensação que ela pode evitar que algo de mal, ou de ruim, aconteça. Dá uma falsa sensação de controle, de ter poder sobre o imprevisto, de um certo conforto mental temporário.
Viver o dia-a-dia requer risco. Ir buscar o filho à escola, sair para fazer compras ao supermercado, deslocar-se para o trabalho, atravessar a rua. Ocupar a sua mente com tudo de negativo que possa acontecer. Há sempre a possibilidade de morrer ao atravessar a rua, como também existe dentro de sua casa. As possibilidades são infinitas, mas a probabilidade de realmente acontecerem são mais limitadas. Um primeiro passo para quem se preocupa em demasia é, distinguir cautela de possibilidade, e de probabilidade. Há várias formas e possibilidades de morrer ao atravessar a rua, por exemplo. Mas, se for cauteloso, e estiver atento no momento de atravessar a rua, evitará acidentes. Também, após vários anos a atravessar a rua, várias vezes ao dia, a probabilidade em relação a possibilidade de morrer, tem se verificado, até agora, mínima para si.

Quem muito se preocupa criou o hábito de ocupar previamente a mente com todas as possibilidades negativas. É exatamente isso que acontece. A mente é ocupada antes do fato ter acontecido. Por isso a preocupação afeta a saúde do preocupado. Causa ansiedade, desconfiança, medo, úlcera, e por fim, pânico. É um “estado de um espírito ocupado por uma ideia fixa a ponto de não prestar atenção a nada mais”, como refere o dicionário Priberam. O preocupado não olha à sua volta, não usufrui de cada momento, não aproveita a vida para ser feliz. No fim, a preocupação o mata lentamente.

Não morra por antecedência. Exercite o poder da despreocupação. É fácil? Não, mas é um primeiro passo. Ações criam habitos e habitos criam valores. Valores criam crenças e isso alivia a alma!

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Exercite o poder da despreocupação.

 

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