Cultura

Arte | Joan Miró: a força da matéria, em exposição no Brasil

5 de junho de 2015

O Instituto Tomie Ohtake organiza a maior exposição dedicada ao artista Joan Miró (1893-1983) no Brasil. A exposição, que reúne mais de 100 obras do artista, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e objetos (pontos de partida de esculturas), além de fotografias sobre a trajetória do pintor catalão, está em cartaz desde 24 de maio e segue até dia 16 de agosto, na sede do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo/SP.

Em setembro, a partir do dia 02, a coletânea de obras do artista espanhol estará em exposição no MASC – Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis/SC, e por lá ficará até dia 14 de novembro.

A exposição, com obras selecionadas pela Fundação Joan Miró, divide-se em três grandes blocos cronológicos que coincidem com o momentos vitais do artista nos quais vai outorgar à matéria um papel prepoderante. Paulo Miyanda, curador do Instituto Tomie Ohtake, defende que a obra de Miró coloca em questão um aspecto tão determinante quanto subreptício na história da arte moderna: a espotaneidade. “A liberdade do traço de Miró seria uma força iconoclasta, gesto de física entrega de si mesmo ao desconhecido e inominado que não é bem o insconsciente, mas a espontânea canalização de energia e vontade através da materialidade da pitura”, afirma.

Em Joan Miró – A Força da Matéria, segundo curadores da Fundação, busca-se evidenciar o desafio que, desde os anos vinte, o artista manteve com as artes plásticas do mundo ocidental por seu afã ilusionista, para recuperar as qualidades espirituais e mágicas que a pintura e as artes em geral haviam tido na Antiguidade.


Quem foi Miró

Joan Miró nasceu em Barcelona, em 1893, na Catalunha. Ainda muito jovem, participou das vanguardas artísticas que agitaram a vida cultural espanhola no início do século XX. Desde o início, Miró praticou uma pintura de colorido intenso, com forte influência do movimento fauvista, que na França, teve como seus principais expoentes os artistas Henry Matisse e Maurice de Vlaminck.

Uma grave doença levou-o a passar uma longa fase em Montroig. Nesse período, resolveu dedicar-se inteiramente à pintura. A vida, o trabalho no campo e a forte paisagem da região exerceram grande influência na formação de sua linguagem plástica.

Miró viajou a Paris pela primeira vez em 1920 e o impacto artístico e cultural da cidade sobre ele foi de tal ordem que permaneceu sem pintar durante toda a sua estadia parisiense. Entretanto, se aproximou das artes de vanguardas: conheceu o revolucionário cubista Pablo Picasso e impressionou-se com as ideias de Tristan Tzara, o grande agitador o movimento Dada, fez amizade com André Masson e inúmeros intelectuais.

André Breton, líder do movimento surrealista afirmou que “Miró é o mais surrealista de todos nós”, ao se referir aos outros artistas membros daquele movimento. Miró nutre grande simpatia pelo movimento, mas permaneceu sempre independente. A liberdade foi, durante toda a sua vida, um modo de pensar e pintar.

Serviço:

O quê?
Joan Miró – a força da matéria

Quando e onde?
De 24 de maio a 16 de agosto de 2015, no Instituto Tomie Ohtake,em São Paulo
Av. Faria Lima, 201 – Entrada pela Rua Coropés
Aberto de terça a domingo, das 10h às 19h.
Horário de entrada: 11h às 15h30 e 16h às 19h.

Quanto?
Terça-feira a entrada é gratuíta
Quarta à sábado: R$10 inteira e R$5 meia entrada (Estudantes, professores da rede pública e idosos)

Onde comprar?
Na bilheteria do Instituto
Pelo site www.ingresse.com
Pela página do Facebook do Instituto (www.facebook.com/inst.tomie.ohtake)

Mais informações: www.institutotomieohtake.org.br ou pelo telefone (11) 2245-1900

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