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MARKETING | Transparência e honestidade – parecem velhos, #sqn

21 de dezembro de 2016

Ano novo também é tempo para pensarmos na forma como levamos nossos negócios e na forma como as pessoas tem se comunicado e interagido. Dani Keller, que trabalha com pesquisa de mercado, consumo e inovação, traz um assunto que há muito estamos falando: transparência e honestidade, principalmente no universo “online“.

Todos sabem que a internet deu voz ativa aos consumidores e colaboradores de empresas. Um fato infeliz, que levaria que levaria meses para criar uma má fama, hoje pode atingir milhões de pessoas através de uma simples postagem em qualquer mídia social digital. Assim, preceitos básicos das relações humanas, a transparência e a honestidade voltam ao foco, desta vez, incorporados ao posicionamento, imagem e estratégias de gestão das empresas.

Este fato destaca a necessidade de compromisso ético da empresa com seus clientes, no sentido de não ter mais segredos – seja de produtos, logísticas e, até mesmo, de preços. Informar as pessoas sobre o que elas pagam e o porquê pagam tende a se tornar um fato recorrente.

Sem falar na já obrigatória sustentabilidade, a Honest by, por exemplo, disponibiliza na web informações que as empresas costumam guardar à sete chaves. O modo de confecção dos produtos e a composição do preço é explicada no site da marca para quem quiser acessar, ver, anotar e, até mesmo, copiar. O que nos ensina Bruno Pieters, criador da marca, é que transparência e honestidade estão diretamente atreladas à confiança no mercado e, obviamente, à auto confiança – que deixa claro que não tem medo da indústria da cópia ou da guerra dos preços.

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A influência da internet na cultura e o empoderamento dos jovens faz com que as empresas precisem se adaptar para reter talentos. Não existe real engajamento de equipe enquanto as pessoas não entenderem onde a empresa quer chegar. Além de compartilhar a missão, gestores precisam estar atentos para entenderem se os colaboradores concordam ética e moralmente em como a organização se relaciona com eles.

Ampliando o conceito de responsabilidade ambiental, a Natura tem projetos em que investe em criar um cenário mais igualitário entre os gêneros, promove o multiculturalismo, além de colocar a diversidade como uma fonte inesgotável de enriquecimento pessoal e organizacional. Complementando estas estratégias, a Natura tem como meta para 2020 chegar a 8% de colaboradores deficientes e igualar o número de mulheres e homens nos cargos executivos.

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Em tempos de crises éticas nos sistemas burocráticos tradicionais, como a política, religião e família, as pessoas tendem a se tornar mais críticas a respeito do que consomem, de quem consomem e como consomem. Da mesma forma, colaboradores passam a se motivar por questões mais amplas – do que apenas o salário – como a participação na tomada de decisões, reconhecimento e confiança na organização. Desta forma, as empresas precisam trazer à tona questões de transparência e honestidade, de modo a conseguirem ter um diferencial dentro do mercado – atraindo e fidelizando seus clientes externos e internos por um posicionamento mais realista e menos ilusório.

 

 

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