Viagem, Vips & Chics

VIAGEM | Kaprun – sol, neve e “hot wine”! Por Carollyne Spindler

4 de janeiro de 2017

Passar o natal longe de casa, só se for com pessoas muito especiais… E assim foi. Uma turma de quatorze amigos, entre casais, solteiros, e algumas mamães, se reuniu para curtir as férias juntos na Europa, passando por Munique, Salzburgo, Zell am See, Innsbruck, Zurich, Milão e Lisboa, mas tendo como destino principal o vilarejo de Kaprun, no pé da cadeia de montanhas mais altas da Áustria, mais precisamente da montanha chamada Kitzsteinhorn, cujo topo alcança 3.203m de altitude. Kitzsteinhorn é um glaciar, ou seja, tem neve (e ski) o ano todo!

Foto: Carollyne Spindler

Foto: Carollyne Spindler

Voamos via TAP de Porto Alegre a Lisboa, e de Lisboa a Munique. Lá passamos um dia, caminhando pelo centro da cidade, conhecendo os principais pontos turísticos e principalmente comendo e bebendo!

Foto: Carollyne Spindler

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Nosso primeiro jantar foi na Hofbrauhaus, a cervejaria mais antiga da Alemanha, fundada em 1589 pelo Duque da Baviera, que queria produzir uma cerveja de melhor qualidade para seu próprio consumo. A cervejaria costumava ser ponto de encontro de Hitler e seus seguidores antes da guerra, e a ironia é que foi destruída em um bombardeio durante ela. Foi totalmente reconstruída e hoje serve, além das cervejas artesanais, a típica comida alemã que se resume em salsichas de todos os tipos, cores e tamanhos, schnitzel, joelho de porco, pretzels e salada de batata.

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Carollyne Spindler

A partir de Munique nossa viagem foi de trem. Da Hauptbahnhof – estação central – partimos para Salzburgo, cidade natal de Mozart, já atravessando a fronteira para a Áustria. Salzburgo é uma das cidades mais charmosas que já visitei. Com sua arquitetura barroca ultra conservada, a cidade é patrimônio mundial da Unesco desde 1996.

Foto: Carollyne Spindler

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O rio Salzach atravessa a parte antiga da cidade e cria um cenário incrível, ainda mais no inverno com a paisagem toda salpicada de neve. Na cidade antiga, as vielas são estreitas, construídas para a passagem de carruagens, e ali só circulam pedestres. É onde ficam as lojas, os cafés e também o Christkindlmarkt – mercado de rua natalino – que vende principalmente artesanato e comidas típicas da região. Nos deliciamos com o “hot wine”, mistura de vinho e outros “schnapps” com frutas e especiarias, muito parecido com nosso quentão gaúcho.

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Carollyne Spindler

De Salzburgo pegamos outro trem, com destino à Zell am See. A vista deste trecho da viagem foi incrível! De um lado do trem os alpes, e do outro um rio com água do degelo na cor verde esmeralda, e as árvores sem folhas com galhos esbranquiçados nas margens. Cenário de filme! Chegando em Zell am See, pegamos um taxi até nosso hotel em Kaprun, onde a parte mais divertida da viagem nos aguardava…

Foto: Carollyne Spindler

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No primeiro dia, a turma se dividiu. Quem já sabia esquiar ou andar de snowboard se organizou para subir a montanha, enquanto os iniciantes marcaram suas aulas com instrutores em uma pista de aprendizagem há algumas quadras de distância do hotel.  Os que foram para a montanha (eu inclusa), pegaram o ski bus, transporte gratuito de vários pontos da cidade até o primeiro lift. A viagem de ônibus leva cerca de dez minutos, e chegando no lift são mais trinta minutos de subida até um dos pontos mais altos da montanha.

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Carollyne Spindler

Foto: Manuela Warken

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Chegando lá em cima, encontramos pistas amplas, com muita neve e muito sol, uma delícia! Olhando o mapa antes da subida, vimos muitas pistas azuis (nível de dificuldade intermediário), e na descida tentamos seguir as indicações para evitar trechos sinuosos ou íngremes. Porém nossa tática não surtiu muito efeito… Digamos que a escala de avaliação de dificuldade dos austríacos está bem mais exigente que a das pistas aqui da América do Sul, e em algumas partes da descida nos deparávamos com declives super acentuados! Mais tarde percebemos que em certos trechos a pista azul termina, e para chegar a uma nova pista azul é necessário atravessar um trecho vermelho ou preto (pistas avançadas ou super avançadas).

Foto: Carollyne Spindler

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O pessoal encarou, na cara e na coragem, incluindo eu! Mas como era de se esperar, alguns pequenos acidentes ocorreram e terminei o dia com os dois joelhos pretos e inchados, e ainda acertei uma amiga na panturrilha com meu snowboard. Desastre total! Achei que ia chegar dominando, pois tinha praticado bastante em Las Leñas nas férias de inverno, mas não teve jeito. No segundo dia resolvi ir para a aulinha também, e com a Verònika, uma instrutora da República Tcheca, aprendi alguns truques para descer as pistas mais difíceis. A partir daí foi só curtição, e no último dia estávamos todos esquiando juntos, inclusive quem nunca tinha se arriscado antes. Muuuuuuito legal! Turma super destemida!

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Manuela Warken 

A noite de natal não teve ceia, mas um jantar delicioso em um restaurante tradicional de Kaprun, o Baumbar. Graças à tecnologia, a gente até se sentiu perto de casa… Na mesa, falávamos todos com pais, irmãos e amigos através do facetime, desejando boas festas e matando um pouco da saudade.

Foto: Carollyne Spindler

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Ah, vale lembrar que foi neste restaurante que nos foi apresentado o Hugo, um coquetel delicioso que tem tudo para roubar o pódio do Aperol. Feito com prosecco, soda e xarope de edelweiss – uma florzinha branca que nasce nas mais altas e geladas montanhas – o drink é super refrescante e tem a cara do nosso verão!

Foto: Carollyne Spindler

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No sexto dia em Kaprun, com todos absolutamente moídos em função do esforço físico do ski e do snowboard, pegamos um trem para Innsbruck, onde as mamães que não esquiaram já nos esperavam. A cidade é linda, especialmente a noite, toda decorada com luzes natalinas. Encontramos na parte antiga da cidade o mesmo mercado de natal de Salzburg, com tendas servindo novas receitas de “hot wine”, e “hot dogs” no melhor estilo germânico.

Foto: Carollyne Spindler

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Depois de uma noite em Innsbruck, a turma se dividiu. Alguns foram para Zurich, e nós partimos para Milão. Nossa programação por lá foi prejudicada pelos feriados natalinos, e o restaurante que eu queria muito visitar, o Carlo e Camilla in Segheria, estava fechado. Resolvemos passear pela Corso Como, onde descobrimos um patio que servia o famoso aperitivo italiano – drinks acompanhados de petiscos gratuitos. Dali partimos para um restaurante pequenino, bem tradicional e com comida italiana clássica.

Foto: Carollyne Spindler

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No dia seguinte passeamos pelo Duomo, almoçando no terraço da La Rinascente, uma loja de departamentos maravilhosa que fica ao lado da catedral. Comemos uma tradicional pizza de prosciutto e tomamos um Aperol Spritz para nos despedirmos de Milão.

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Carollyne Spindler

Na mesma noite iniciamos nosso retorno à Novo Hamburgo. Nosso vôo tinha um pit stop em Lisboa, onde parte da turma iria pernoitar e pegar um vôo direto à POA no dia seguinte. Chegamos no hotel já pelas 22hrs, mas a vontade de curtir pelo menos um jantar na cidade falou mais alto que o cansaço. Fomos conhecer o restaurante de frutos do mar mais famoso de Lisboa, o Ramiro. Chegando lá, confusão total, fila imensa na porta (sim, mesmo sendo quase 23hrs), pegamos nossa senha e uma garrafa de vinho verde para enfrentar a espera. Depois de meia hora conseguimos uma mesa, e todo o esforço valeu a pena! Pedimos centola, camarões com alho e lagostins na brasa. A comida é servida muito rápido – em menos de cinco minutos do pedido – e os garçons correm e gritam… O restaurante é uma loucura! As mesas são pequenas e bem coladas, então enquanto martelávamos as patas do caranguejo, os pedaços da casca voavam no chão e na mesa ao lado – e todo mundo achava graça. O clima do Ramiro, apesar de caótico é excelente, tem muitos turistas e todos curtindo a energia frenética do lugar.

Foto: Carollyne Spindler

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Foto: Carollyne Spindler

Foto: Carollyne Spindler

Depois de tantas experiências, hora de voltar à realidade e brindar 2017 com a família. Que o ano que se inicia traga novos destinos, sabores desconhecidos e amizades inesperadas que se constróem em cada trecho de uma viagem como esta. Um obrigada bem grande à todos os parceiros de viagem, às mamães que dividiram seu carinho com todos os filhotes, e principalmente ao Zé, que reuniu essa galera toda e foi nosso “guia muito louco”!

Beijo com votos de um excelente ano novo para todos <3

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