Cultura, Marketing, Tecnologia

TECNOLOGIA | Quem é você na internet?

6 de janeiro de 2017

Muita gente e muitas empresas utilizam as redes sociais sem qualquer consciência de seu impacto no mundo virtual. Aquilo que somos na vida real nem sempre se traduz de forma clara na internet, seja por falta de atenção, por desconhecimento dos usuários ou até mesmo por descaso. “Não estou nem aí para o que falam de mim ou da minha empresa….”. Será que essa atitude ainda é possível nos dias de hoje?

Vamos observar neste post algumas atitudes no ambiente online que podem, no longo prazo, prejudicar a reputação de uma pessoa ou de um negócio. Os recentes “barracos” da internet envolvem desde celebridades até grandes empresas e campanhas publicitárias, que por seus comportamentos inadequados nas redes, acabaram caindo em desgraça.

O “PEDRA NO SAPATO”

PESSOAS:  Te marcam em mil publicações, fazem comentários desnecessários nas suas fotos, tem opinião sobre absolutamente tudo que acontece no mundo, ficam te cobrando porquê você não deu like nas postagens delas. Por que será?

EMPRESAS:  Enviam dez e-mails marketing por dia, que você tenta mas nunca consegue se descadastrar, utilizam seu Facebook Messenger para fazer propagandas e ofertas, exageram no remarketing e conseguem enfiar aquele sapato lindo que você pensou em comprar online mas desistiu, piscando em todos os cantos da tela do seu computador.

 

O “ATRASADO”

PESSOAS: Compartilham notícias antigas ou falsas, postam fotos de velhos tempos ou #tbt’s o tempo inteiro, ficam fuçando suas redes e curtindo publicações passadas (leia-se “xeretando”).

EMPRESAS: Tem blog, mas postam a cada três meses. Atualizam sua Fanpage na mesma velocidade, ou sequer existem no Facebook. Criam uma conta no Instagram sem ter o quê fotografar para postar lá (quando o produto ou segmento não permite). Não respondem aos questionamentos ou reclamações de seus clientes nas redes sociais.

 

O “SUPER SINCERO”

PESSOAS: Compartilham suas opiniões mais íntimas a respeito de assuntos sobre o qual não foram questionados. Estão sempre dando indiretas para alguém, condenando publicamente comportamentos de outros usuários e expondo problemas de sua vida pessoal como desabafo.

EMPRESAS: Aquelas que não aceitam críticas, e quando confrontadas com um cliente insatisfeito ou uma opinião negativa, saem dando murros e tabefes virtuais nos supostos “difamadores”. Gestão de crise e capacidade de crescer nas adversidades nota ZERO.

 

O “NARCISISTA”

PESSOAS: De cada dez fotos, nove são selfies. Silicone novo, não precisa nem dizer, as fotos apresentam. Bíceps cresceu, a pessoa passa a usar regata em todas as fotos. Reflexões, só sobre si próprio. Não comenta nem curte posts alheios apesar de super ativa em suas próprias redes.

EMPRESAS: Só mostra o lado bom, a fachada, o que dá certo. Não compartilha experiências com o público e não explora a opinião dos clientes como ferramenta de marketing. Só posta fotos super produzidas e nada de espontâneo. Não abre suas portas, apresentando seus funcionários, seus processos, suas indústrias.

 

O “DESLIGADO”

PESSOAS: Você posta uma foto com ela, e ela só abre o Facebook e curte uma semana depois. Você convida para o evento do seu aniversário no Facebook (que é para ser levado a sério), a pessoa confirma presença, comenta um “uhuuuu” na página e no dia da festa nem sinal de fumaça. A comida que você preparou pensando no indivíduo vai para o lixo (a bebida não, pelo menos isso).

EMPRESAS: Tem um site da década passada, nunca criaram sua Fanpage ou então utilizam para a empresa um perfil de pessoa física, onde sequer realizam postagens. Compartilham conteúdos irrelevantes para sua audiência, criam artes “toscas” no Paint sem se preocupar com a qualidade da imagem que projetam ao mercado.

 

Como a presença virtual de pessoas ou empresas não é composta apenas de perfis negativos ou em descompasso com a realidade, falaremos agora de EQUILÍBRIO. O que é ter equilíbrio nas redes? As premissas aqui são as mesmas, tanto para pessoas quanto para empresas.

AUTENTICIDADE: Seja na internet a mesma pessoa que você é fora dela. Não adianta curtir todas as fotos de seus “amigos”, se quando cruza com eles na rua sequer cumprimenta. Não faz sentido investir verbas gigantescas em marketing online, se os pedidos da sua loja virtual não são atendidos com excelência.

DISCERNIMENTO: Palavra meio fora de moda, mas que facilita (e muito) a preservação da auto-imagem: “Capacidade de avaliar as coisas com bom senso, clareza, juízo”, segundo o dicionário. Pessoas e empresas costumar fazer postagens no calor do momento. No calor do atentado, da notícia, da briga, do desagrado, da bebedeira, da revolta, da decepção, do meme. Diferente da palavra, que ressoa e se dissipa no ar, o que é escrito (e postado), fica registrado para sempre. E não adianta apagar! Basta UM PRINT, e pronto. Não tem volta. Pensar duas vezes e segurar os dedinhos ansiosos pode ser a melhor estratégia para manter uma imagem limpa na internet.

CONSCIÊNCIA: Consciência significa ter clareza absoluta sobre como as pessoas interpretarão o que você posta, e não como você gostaria que elas interpretassem. A internet não deixa margem para ingenuidade, e usuários conscientes precisam sim estar atentos ao julgamento de sua audiência.

Aos avessos a redes sociais, vai aí uma má notícia: Não tem volta. Cada vez mais nosso mundo, seja ele o particular ou corporativo, está se agrupando em grandes redes, que possuem um poder nunca antes percebido em nossa sociedade. Surfar a onda das redes sociais pode ser muito mais inteligente do que remar contra a maré da tecnologia e do networking.

DUOCOM

 

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