Saúde & Bem-estar

SAÚDE & BEM-ESTAR | Viver sem doces…Consigo? Por Aline Furlan

21 de fevereiro de 2017

Você já deve ter se perguntado a razão pela qual algumas pessoas sentem mais desejo do que outras pelo doce. Essa vontade que parece incontrolável tem uma explicação fisiológica: o açúcar é o alimento dos neurônios e uma fonte rápida de energia para o nosso corpo. Além disso promove liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores relacionados ao humor e ao bem-estar, por isso a sensação de felicidade, conforto e até mesmo alívio do stress ao ingerir um doce. No caso das mulheres existe ainda o fator hormonal, onde no período pré-menstrual cai a produção da serotonina e o corpo tenta compensar essa falta pedindo mais glicose.

E não é só isso… Ao nos alimentarmos levamos em conta não apenas os aspectos biológicos, mas psicológicos, comportamentais e sociais também. Somos seres humanos, criamos rotinas e vícios ao longo da vida, e o doce além de acalmar, dar prazer nos momentos de dificuldade, para muitos também se torna um hábito, como comer uma sobremesa após o almoço ou um chocolate no meio da tarde. Ainda, algumas pessoas tem vontade de ingerir alimentos doces para aliviar o cansaço, a angústia ou até mesmo porque não tem o hábito de cuidar da alimentação ou por não resistir aos apelos visuais de um doce bem confeitado.

Lembre-se que o açúcar não está presente apenas em doces, chocolates, balas, refrigerantes, mas nos carboidratos como biscoitos, massas e pães. Os carboidratos são importantes fontes de energia para as nossas células, então não podemos simplesmente cortá-los de nossa dieta habitual, pois comprometeremos nosso organismo e teremos sintomas como irritação, dor de cabeça, cansaço físico e mental. E se consumirmos os carboidratos em excesso serão armazenados em forma de gorduras. E isso… com certeza não queremos. Então o que fazer? O ideal é consumir os carboidratos moderadamente, preferencialmente orientados por um profissional. Optar pelo consumo deles através dos carboidratos complexos, que demoram mais tempo para chegar a corrente sanguínea, além de controlar os intervalos de tempo de ingestão para manter o nível de glicemia equilibrado é a estratégia ideal. Alguns exemplos de carboidratos complexos são cereais, arroz, macarrão e pães integrais, frutas, leguminosas e vegetais.

Se você se considera viciado em doces, uma sugestão é ir treinando seu paladar para sabores menos açucarados. Por exemplo: se você utiliza açúcar no cafezinho, vá diminuindo aos poucos a quantidade. O mesmo com o resto dos doces, reduza o consumo aos poucos ou deixe para o final de semana. Se a sobremesa for irresistível, coma um pedaço menor ou divida com um amigo. Na vida se tem, na grande maioria das situações, várias opções de escolha. No caso da vontade de comer doces, podemos continuar com ela ou saciar ela. O equilíbrio está em fazer as duas coisas, sem exageros, alternando os momentos. Afinal, ficar com a vontade é frustrante, mas saciá-la completamente tem suas consequências. Se tem uma vontade específica por um determinado doce, coma sem culpa, pois caso contrário, você corre o risco de comer porções grandes de outros doces para compensar o desejo pelo primeiro e ingerir uma quantidade muito maior de calorias. Então, o segredo está em consumir o açúcar com equilíbrio e sabedoria.                                                                      

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