Reflexão

REFLEXÃO | Dia da Mulher: Minhas Joanas por Cris Manfro

8 de março de 2017

Acreditem: tenho visto ultimamente muitas mulheres “Joana”. Joana D’Arc, para ser mais exata. Sou uma privilegiada por conhecer uma legião de guerreiras que lembram em tudo a personagem histórica.  Lembram na maneira destemida de lutar, no cansaço aparentemente inexistente, na ousadia, na valentia, no choro contido e na certeza de nunca desistir.  Lembram na ausência da dor superada pela certeza de ter que continuar.  Justiceiras obstinadas pelo que é certo ou errado, justo ou não, são sempre determinadas.

Feridas, nem sempre percebem seus ferimentos até que alguém lhes aponte ou que sucumbam de dor.  Conta a história que Joana D’Arc numa batalha grita com sua espada em punho enfaticamente: “Avante…vamos…em frente”… ao que seu leal escudeiro tenta chamar-lhe a atenção.  Como ela não lhe dá ouvidos ele lhe dá um tapa como forma de despertá-la de sua luta obstinada e diz: “olha para ti”.  Então Joana para e percebe que tem uma lança cravada no peitoUma lança!  Somente então esmoreceAo despertar, é somente o tempo de empunhar sua espada e novamente gritar: Avante!

Já sei, você acaba de se dar conta que também conhece algumas Joanas.  Você é casado com uma delas?  Você é uma delas?

Tirando a questão heróica, minha preocupação é o destino destas Joanas.  São um misto de santas e loucas.  A igreja católica realizou o processo de canonização de Joana D’Arc. Independente da postura de santa ou louca, o destino geralmente é o mesmo: a fogueira!  Está é a grande questão das mulheres atuais, ou seja, acharem o meio termo: nem santas nem loucas.  O equilíbrio, ao meu ver, é que leva à verdadeira conquista, principalmente da liberdade e da paz.  Esta tomada de consciência é fundamental para a própria proteção e para as conquistas que estão por vir, e que requerem guerreiras como as mulheres sabem ser.

Porém, é importante ter cuidado para não “melhorar para pior”. Piorando a qualidade de vida, desrespeitando a si mesmo, se sobrecarregando, e exigindo controle sobre tudo e todos. Guerreira sim, mas respeitando seu tempo, seu bem estar e sua felicidade.

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