Saúde & Bem-estar

SAÚDE & BEM-ESTAR | QUER ENGRAVIDAR? ENGRAVIDOU?ABORTOU? ENTÃO LEIA! Por Nájua Saleh

15 de março de 2017

Um alerta de quem descobriu um problema pouco divulgado.

Cheguei com assunto polêmico e vou, a partir de hoje, trocar muitos sentimentos e dicas da vida materna por aqui. Resolvi contar o começo da minha gestação para alertar algumas mulheres a exigir um exame que nem sempre é pedido pelos médicos.

Quando estava grávida de 2 meses tive um pequeno “derrame” na vista esquerda e me desesperei achando que tinha acontecido algo com a baby. As secretárias dos médicos nos enlouquecem, às vezes, não? Eu chorava porque sentia que não tinha apoio delas para conseguir encaixe, mas aos poucos fui fazendo o que tinha que fazer.

Na mesma semana ficaram prontos meus primeiros exames pós-grávida e estava lá, ANTICARDIOLIPINA levemente positivo. Existem 3 níveis, e o meu era o do meio. O olho foi uma função, esse “derrame” poderia ter acontecido em qualquer lugar do corpo e que tive muita sorte. Todos os médicos que fui acharam a mesma coisa, culpa da trombofilia (fruto da anticardiolipina positiva e mais culpa ainda da pílula anticoncepcional que tomei por 14 anos).

Quando visitei o primeiro hematologista, este me fez chorar, me desesperar, me fez pensar que não sobreviveria ao parto e que jamais poderia pensar em um segundo filho. Disse ele “Também sonho em ter um iate, mas nem todos os sonhos a gente consegue realizar”. Sim, tive que ouvir isso depois de tantos dias chorando e amedrontada com todos os fatos. Ele recomendou fazer injeções diárias de enoxaparina (anticoagulante) na barriga e que perto dos nove meses aumentaria a dosagem. Sai de lá arrasada, mas também decidida a conseguir uma segunda opinião. Levou um mês para me consultar com o novo médico e enquanto isso, já fazia as injeções que não eram tão baratas. Comecei indo na Unimed e depois aprendi a injetar sozinha.

Quando visitei o segundo médico, preparada para ouvir o pior, sai de lá rindo a toa. Ele me disse que não tinha como confirmar que eu tinha trombofilia com apenas um exame. Precisaria investigar e foi isso que ele fez, me pediu mais uns 10 exames e tive que esperar por mais 30 dias para saber a verdade. No total, foram dois meses de injeções até o dia em que levei os últimos exames e tive a melhor notícia: eu tinha apenas uma tendência a doença, por fator genético, porém só o A.S infantil já bastava. Inacreditável, parei naquele mesmo dia com o ritual das picadas que já deixavam a minha barriga roxa. Tomei o A.S até 36 semanas e com 40 semanas tive a menininha mais linda do mundo, nasceu a pequena Aisha, cheia de saúde.

Como pesquisei muito o assunto durante esses dois meses de tratamento, cheguei a conclusão que:

– Mulheres que abortam com oito ou nove meses de gestação pode ter causas como trombofilia;

– Abortos espontâneos até o terceiro mês também podem ter causas como trombofilia;

– Dois ou mais abortos (os médicos pedem esse exame quando já notam mais de dois abortos) tem muita probabilidade de ser trombofilia;

– Ouvia que não era para tomar anticoncepcional, mas minha médica nunca foi contra. Adolescentes devem pedir esse exame (anticardiolipina) para saber se podem tomar sem problemas;

– Exijam exame de anticardiolipina antes de engravidar, depois e durante a gestação;

– Existem vários tipos de trombofilia, então exijam investigação;

O melhor médico da região é o Dr. Claudio Baungarten, fica a dica!

Muita fé e boa sorte!

Nah Saleh

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