Cultura

CULTURA | Novo Hamburgo: 90 anos de emancipação política, por Felipe Kuhn Braun

5 de abril de 2017

Novo Hamburgo, antigo povoado conhecido inicialmente como Hamburgerberg, foi fundado em 1824. A localidade, de fácil acesso via Rio dos Sinos e pelos antigos caminhos dos tropeiros, se desenvolveu rapidamente, seus habitantes mostraram desde o início a sua vocação para o comércio e posteriormente para a indústria. Em 1876, com a construção da primeira ferrovia do Estado do Rio Grande do Sul, o povoado de Hamburgerberg teve seu nome trocado para New Hamburg (Novo Hamburgo) e passou por uma nova fase com um crescimento tão grande da sua indústria, que no início do século XX a localidade já gerava grandes recursos para a sua sede, a cidade de São Leopoldo. As duas feiras industriais, realizadas em solo hamburguense nos anos de 1922 e 1924, para celebrar, respectivamente, o centenário da Independência do Brasil e o início da imigração alemã em nosso país, sensibilizaram as autoridades estaduais para a emancipação conquistada em 1927.

A história desta luta emancipatória, realizada pelas lideranças locais, teve vários capítulos. Estes homens não mediram esforços através de reuniões, abaixo-assinado, audiências junto ao Governo do Estado para que, a partir
de 5 de Abril de 1927, Novo Hamburgo passasse a ser administrada pelos hamburguenses. Naquele momento, a nova cidade possuía 8.500 habitantes e sua produção de riqueza, era maior que a dos Estados do Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí e Amazonas juntos, fazendo de Novo Hamburgo a segunda cidade mais rica do nosso Estado. Certamente, o decreto do governador Borges de Medeiros foi um divisor de águas, já que a partir da independência, Várias obras públicas foram realizadas e a localidade, pujante no comércio e na indústria, passou a receber ruas calçadas, a construção de novas escolas e de um hospital, a conquista de uma usina de energia elétrica, atraindo ainda mais empresas, casas comerciais e instituições.
De lá pra cá, Novo Hamburgo passou por diversas mudanças, períodos de tempos áureos e também de dificuldades, mas soube se reinventar devido ao potencial de sua população. Neste momento que celebramos os 90 anos de emancipação política da nossa cidade, devemos lembrar daqueles que investiram o seu tempo somando esforços por Novo Hamburgo, iniciando o caminho sobre o qual trilhamos hoje.
Um forte abraço,
Felipe Kuhn Braun

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