Viagem

ESPECIAL DESTINOS | MILÃO PARTE I – UM POUCO DE HISTÓRIA, POR CHRISTIAN THOMAS

29 de novembro de 2017

Minha primeira viagem a Milão foi em Setembro de 1991!

Dali até 1995 houve um “gap” e, desde então, com uma falha aqui outra ali, mantive um ritmo de pelo menos duas idas ao ano.  Isso dá uma ideia de mais ou menos umas 50 viagens. Milão é uma segunda casa, mas nem tanto somente pela quantidade de vezes que já estive lá mas, principalmente, pela afinidade com tudo.

Quando se fala em Milão, nós aqui voltados ao cluster de calçados de moda, sabemos que é visita obrigatória. Certamente o fato de Milão abrigar uma das mais importantes feiras do setor de matérias primas, torna essa visita um evento importante.  Mesmo antes de Milão sediar a LINEAPELLE, quando essa ocorria em Bologna, Milão era ponto de chegada ou partida ou, ainda, passagem obrigatória em função da pequena distância, coisa de 1h de trem de alta velocidade, primeiro com serviço do Freccia Rossa, agora também com o Italo.

Não sou dos que deixam Milão para trás em termos de busca de informações de moda. Sou um “frequent visitor” e aproveito de todas as formas possíveis fazer cada segundo valer a pena.

Mas o objetivo desse texto de hoje, é tentar mostrar o motivo de Milão estar, juntamente a Paris, Londres, Amsterdam, Bruxelas, no roteiro de visitações para interessados em produtos de moda. A começar, Milão é uma cidade distante 2h de trem do berço do renascimento italiano, Firenze. Isso por si só já mostra um motivo para ser diferencial em termos de design e competência nas artes, sejam de quais áreas forem. Ou seja, nada, absolutamente nada é por acaso.

Quando Napoleão Bonaparte lá chegou  em 1796,  transformou Milano como a Capital da República Cisalpina e, depois, capital do reino da Itália.
Em 1861, com a unificação italiana, levante levado a cabo pelo “Herói de Dois Mundos” Giuseppe Garibaldi, velho conhecido dos brasileiros, Milão deixou de ter o poder político que tinha na região. Contudo, foi justamente esse o motivo para o salto cultural e econômico da cidade. Durante esse período, desde a ascensão de Napoleão, foram atraídos para Milano, artistas, compositores, e importantes figuras literárias.  Todos esses representantes das artes encontraram terreno fértil, na já desenvolvida cidade.

Christian Thomas,

STUDIO 10

 

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