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PETS | DICAS DE CUIDADO NO VERÃO, POR BIBI SCHMIDT

20 de dezembro de 2017

Quando me solicitaram para escrever um texto que fosse pertinente com a época, pensei que seria perfeito falar sobre os cuidados necessários com nossos pets durante o verão. Ironicamente, essa semana acabei presenciando um caso de hipertermia – termo usado quando há um aumento excessivo da temperatura corporal do animal – que, felizmente, foi contornado. Diante desse episódio, consegui organizar alguns cuidados básicos que precisamos ter para se evitar esse tipo de situação e para proporcionar maior conforto durante essa estação.

Para iniciarmos, devemos lembrar que os cães transpiram através dos coxins – popularmente chamadas de “almofadinhas”- porém também utilizam a respiração como principal via para a eliminação do calor corporal.

Sendo assim, os primeiros sinais de desconforto térmico e aumento excessivo da temperatura corporal estão diretamente ligados à sua respiração. Aumento de frequência respiratória com padrão ofegante e com a língua para fora, sede excessiva e aumento de frequência cardíaca são alertas para reavaliarmos as condições ambientais em que o animal se insere.

Nos dias de altas temperaturas, fornecer condições térmicas adequadas ao seu animal está dentro das responsabilidade do tutor em manter o bem estar dele. É necessário que seu pet tenha um local fresco, arejado e com sombra para descansar, assim como, dispor de um número maior de potes com água fresca distribuídos nos locais mais frequentados por ele.

Fonte: Blog Feira Fresca

É importante ressaltar que os horários para as brincadeiras e atividades físicas devem ser rigorosamente controlados para o calor externo não se some ao calor interno produzido pelo exercício. Os passeios devem ser adequados aos horários de temperaturas mais amenas e, previamente a eles, é recomendado que se verifique o local onde seu cão vai pisar. A regra é simples: basta colocar a sola do seu pé descalço no asfalto, se não estiver bom para você, não estará bom pra ele também.

Além de fatores ambientais, devemos levar em consideração algumas condições anatômicas que podem predispor o seu animal a apresentar um quadro de hipertermia. Os cães braquicefálicos – conhecidos pelos seus focinhos achatados – apresentam maior dificuldade respiratória, uma vez que, essa condição aumente a resistência ao fluxo de ar.  Frequentemente, esses animais apresentam uma síndrome caracterizada por anormalidades anatômicas como: o estreitamento de narinas e o palato mole alongado.

Esses indivíduos, assim como aqueles que são obesos e/ou idosos, precisam de atenção redobrada de seus tutores e tem muito mais dificuldade para atingir o seu conforto térmico. Eles necessitam, muitas vezes,  permanecer em locais refrigerados. Animais de pele clara também necessitam atenção especial devido a alta incidência de câncer de pele e, por isso, recomenda-se o uso de filtro solar em regiões específicas como pontas de orelhas e focinho.

Aproveitando o tema para ressaltar que, durante a época de calor, aumenta a incidência de ectoparasitas – piolhos, pulgas, carrapatos, moscas – presentes no ambiente. Para evitá-los, é necessário fazer o controle destes, através de medicamentos específicos. Estes devem ser escolhidos e prescritos de acordo com a espécie e o peso do animal. Em casos de infestações, também é necessário fazer controle no local que ele está inserido.

Prestando atenção em todos esses aspectos e, principalmente, respeitando as características individuais de cada animal, é possível diminuir drasticamente as chances de seu animal apresentar desconforto térmico ou dificuldade para regular sua temperatura corporal.

Lembrando que é essencial estar sempre atento aos primeiros sinais para poder contorná-los de forma objetiva e prática. E se, por um acaso, seu animal estiver apresentando dificuldade respiratória, sempre encaminha-lo imediatamente à clínica veterinária mais próxima.

 

 

 

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