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PET | CONVULSÕES – O QUE FAZER?

26 de fevereiro de 2018

Acho pertinente iniciarmos esse texto definindo o termo em questão. De acordo com NELSON e COUTO (2015), uma convulsão é uma manifestação clínica que reflete uma atividade elétrica anormal excessiva a nível cerebral. Esse distúrbio pode ser classificado, de acordo com a causa, em: idiopáticos – ou seja, indefinida -, intracranianos ou extracranianos. O episódio convulsivo em si não é um sinal clínico específico e, por essa razão, é de extrema importância que sejam realizados todos os exames solicitados para descarte ou confirmação da suspeita do médico veterinário.

Esclarecido isso, podemos começar a abordar os pontos mais importantes. Pensando em um animal que apresentou um episódio de convulsão em casa: Quais são as informações que os tutores podem fornecer ao clínico para que o diagnóstico e o tratamento sejam os melhores possíveis? Primeiramente, fornecer os dados individuais do paciente: idade, raça, histórico médico prévio, carteira de vacinação, se há presença ou já foi feita retirada de tumorações, onde vive e se convive com outros animais.

Em seguida, serão abordados aspectos mais específicos e direcionados ao último episódio. Existem 4 períodos da convulsão que podem prover informações úteis. São eles: o comportamento do animal no período de tempo (dias ou horas) antes da manifestação, no período imediatamente antes da convulsão, no ictus – que seria durante a convulsão – e no período imediatamente após a convulsão, que pode durar segundos até horas. O relato do tutor sobre todas essas fases somado a avaliação clínica e aos resultados dos exames solicitados, na grande maioria das vezes, resulta em um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

É visível o desespero e a preocupação de muitos tutores com seus animais durante um episódio convulsivo. Para aqueles que nunca o presenciaram, a convulsão se caracterizada por movimentos motores tônico-clônicos generalizados. Ou seja, são aqueles movimentos/flexões musculares repetitivos e involuntários que cursam com ou sem a presença de salivação excessiva (babando muito), urina e fezes. No momento em que ela estiver acontecendo, é necessário que o proprietário fique calmo e foque no mais importante: evitar ao máximo o trauma na região da cabeça. Sendo assim, o tutor pode estabilizar manualmente essa região pois esse pode ser o maior motivo para sequelas futuras. Se houverem MAIS pessoas no local, pode-se solicitar para as mesmas gravarem um vídeo para ser mostrado posteriormente ao clínico.

Normalmente, esse episódio dura de segundos a poucos minutos porém, caso eles não cessarem em um curto período de tempo, o animal deve ser encaminhado diretamente ao hospital veterinário. Após o atendimento clínico emergencial, o animal normalmente ficará em observação (leia-se internado) e serão indicados os exames específicos a serem feitos após o animal retornar as condições normais de consciência.

Após o diagnóstico e início do tratamento, ainda serão necessárias visitas periódicas ao veterinário para reajuste de doses dos medicamentos administrados. É necessário que essas revisões sejam respeitadas para garantir uma melhor qualidade de vida do animal e evitar maiores danos causados pelo uso contínuo das medicações. Algumas doenças requerem que o animal passe por um procedimento cirúrgico – o que é relativamente raro – e outros, que o tratamento conservador (clínico) seja alterado ou intensificado. O mais importante de tudo é a comunicação entre tutor e veterinário e que ambos colaborem para definir o melhor protocolo para o paciente.

 

 

 

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