Pets

PETS | ALIMENTAÇÃO – PARTE 1: O QUE NÃO OFERECER PARA SEU PET, POR BIANCA SCHMIDT

4 de abril de 2018

Imagine a cena: você está comendo algo e seu cão ou gato, ao seu lado, pedindo insistentemente para ganhar uma mordida. Quantas vezes pensamos que “só um pedacinho não vai fazer diferença?” e então, tempo depois, ele começa a apresentar vômitos, diarreia e assim por diante, podendo até mesmo ir a óbito. Sim, devido a atual proximidade que desenvolvemos com nossos pets, os mesmos também ganharam uma maior participação em nossas rotinas e esse cenário descrito acaba se tornando comum. Mas, afinal, quais seriam os cuidados que deveríamos ter?

Em primeiro lugar, devemos falar sobre algumas percepções básicas: a proporção quantidade ingerida e tamanho do animal deve ser considerada sempre. Porém, apesar disso, existe uma lista de alimentos – cientificamente comprovada – que devemos banir das dietas dos pets. Lembrando que a intoxicação de felinos através da alimentação é infinitamente menor que a de cães pois os gatos possuem um paladar altamente seletivo.

chocolate é, provavelmente, o nosso maior vilão porque, além parece ser inofensivo, ele é amplamente consumido pelos tutores. Esse alimento tem em sua composição a teobromina que é tóxico para cães e gatos. Inclusive, dependendo da quantidade administrada, o quadro pode ser fatal. Existem relatos que evidenciam que alguns animais que, apenas com uma pequena quantidade, já podem desenvolver uma sintomatologia importante e correr risco de vida.

O alho e a cebola normalmente estão presentes nos molhos em “restos de comidas” oferecidos aos animais. A cebola possui componentes que podem danificar as células presentes no sangue dando origem a uma anemia hemolítica. Já o alho, produz relaxamento dos músculo cardíaco, e possui em sua composição agentes hipotensores e vasodilatadores.

A uva in natura ou a uva passa também são consideradas tóxicas. A sintomatologia ligada a ingesta desses alimento é ligada a rim. Estudos apontam que o achado histopatológico mais encontrado está relacionado a necrose – morte tecidual – da parte funcional renal. Alguns autores consideram que, além dos componentes da própria fruta terem um potencial para causar a intoxicação, possa existir uma correlação direta com os fatores extrínsecos como, por exemplo, os pesticidas usados nos parreirais.

O abacate tem sido descrito na literatura como desaconselhável pois foi descrito que uma toxina fungicida encontrada em sua composição (folhas, caroço e polpa) pode causar acúmulo de líquido nos pulmões e também em outros órgãos. Ainda, seu consumo em quantidade excessiva, devido ao alto teor de gordura, pode levar à pancreatite.

Além dessa lista, existem alguns alimentos cuja a administração deve ser evitada pois podem desenvolver uma sintomatologia clínica. As sementes e caroços das frutas, por exemplo, possuem uma substância possivelmente tóxica. Assim como, refeições apimentadas ou a própria pimenta, quando administrada para os pets, pode causar sinais clínicos relacionados ao sistema gastrointestinal. E até mesmo o sal, administrado em quantidades consideráveis ao longo da vida ou em grande quantidades em um momento de privação de água, podem causar efeitos nocivos aos animais.

Quando falamos do assunto alimentação, podemos pensar em várias vertentes. Em função disso, esse texto tem o objetivo de sanar algumas dúvidas sobre alimentos que podem causar intoxicação, logo, não devem ser administrados aos nossos pets. Porém, existem outras comidas que podem causar reações alérgicas, coceiras e/ou reações devido à hipersensibilidades. Por esse motivo, será dado continuidade ao assunto no próximo texto.

Artigos pesquisados /fontes bibliográficas:

http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ca/article/view/870/1174

http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/veterinaria/article/view/1228

Você pode gostar também