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TECNOLOGIA | O “ANTI-SMARTPHONE”? – POR CAROLLYNE SPINDLER

18 de Abril de 2018

Uma das críticas mais frequentes aos sistemas operacionais de smartphones, é o design viciante dos seus produtos. Tudo, dos mecanismos de funcionamento às cores usadas, são calibrados para gerar o maior nível possível de engajamento – em outas palavras, para que não abandonemos jamais nossas telinhas. Uma startup do Brooklyn, em Nova York, há anos oferece uma alternativa radical a essa abordagem.

Em 2015, o Light Phone foi anunciado em um site de financiamento coletivo. Joe Hollier e Kaiwei Tang, criadores do projeto, pediram US$ 200 mil para materializar o aparelho, e receberam dos doadores mais que o dobro do valor.

O Light Phone não tem sequer tela, apenas um teclado numérico iluminado. Pesa apenas 38,5 g e é bastante discreto. Com o tamanho aproximado de um cartão de crédito, foi deliberadamente projetado para “ser usado o mínimo possível”. Funciona com um chip pré-pago e pode receber ligações redirecionadas de outro smartphone, guarda até dez números na memória e mostra as horas. E só. A bateria dura 20 dias.

Agora, a dupla está novamente na plataforma Indiegogo arrecadando fundos para lançar o Light Phone 2, uma nova versão com algumas funções extras, mas que preserva a simplicidade do projeto original. O valor arrecadado já ultrapassou em 6 vezes o valor necessário para a viabilização do projeto, o que demonstra grande interesse do mercado em possuir um dispositivo que permita “se desconectar” dos smartphones.

O Light Phone 2 será capaz de fazer ligações, trocar mensagens SMS, armazenar contatos e programar alarmes . É possível que ganhe a funcionalidade do GPS, acesso a serviços de carona tipo Uber, um player de música, previsão do tempo, calculadora e dicionário. O que ele não terá? Notícias, anúncios, e-mail, redes sociais, jogos e câmera. Será possível viver assim?

Abrir mão do smartphone é quase uma forma de protesto, um manifesto contra a hiperconectividade, contra o excesso de informações às quais somos expostos diariamente e também uma maneira de libertar-se da utilização indevida de dados e conteúdos pessoais para fins comerciais.

E você, tem vontade de abandonar o smartphone, ou não se imagina vivendo sem ele?

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