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PETS | INTOXICAÇÕES PARTE 2 – DE OLHO NO PROBLEMA, POR BIANCA SCHMIDT

17 de Maio de 2018

Dando continuidade ao texto anterior (que você pode ler aqui: http://www.maggdamombach.com.br/2018/04/04/pets-alimentacao-parte-1-o-que-nao-oferecer-para-seu-pet-por-bianca-schmidt/) , percebi uma grande necessidade de escrever também sobre outros tipos de intoxicações exógenas, uma vez que esse é um assunto amplo e que necessita esclarecimento.

As intoxicações dos nossos pets, muitas vezes, possuem um fator comum: o tutor. Porém, é comum que essas intoxicações não aconteçam de forma intencional e sim, por causa da falta de esclarecimento.

Apesar da vasta disponibilidade de informação que a internet nos proporciona, ainda é difícil conseguir encontrar um canal eficaz que entregue a conduta correta. O excesso de conteúdo também confunde quem lê pois existem muitas informações contraditórias.

Dito isso, vamos ao ponto: quando pensamos em intoxicações, temos que pensar em todas as nossas ações que influenciam a saúde e bem estar de nossos pets.

O local onde eles estão inseridos afeta diretamente seu comportamento e conforto. No momento em que ocasionamos mudanças nesse ambiente, podemos causar estresse nesse animal. Porém, relacionando essa conduta com o tema do texto, eu me refiro especificamente de quando adicionamos algum produto químico nele. Seja para limpeza, para desinfecção, para dedetização. Temos sempre que ter em mente que, após o uso de qualquer substância no local, devemos esperar até 24 horas para reintroduzir o animal naquele ambiente. Muitos animais chegam em estado de emergência devido ao contato precoce com ambientes onde o princípio ativo ainda está agindo.

 

Também é muito importante ressaltar que, o lugar onde os produtos de limpeza ou que contenham substâncias químicas fortes, devem ser sempre estocados em locais FORA do alcance dos mesmos. Os animais não sabem diferenciar os recipientes desses produtos e podem facilmente confundí-los com brinquedos. Assim como, inseticidas e rodenticidas, que também são causas muito comuns de atendimentos de emergência em função de sua ingesta – total ou parcial.

Acontecem frequentemente intoxicações causadas por uso indevido de medicamentos que são específicos para uma espécie e são administrados para outras. A primeira situação é relacionada vermífugos, anti pulgas e anti carrapaticidas que são destinados a grandes animais e os tutores insistem em administrar para cães e gatos. Essa conduta causa quadros de intoxicações devido a super dosagem. A segunda situação é a mais comum. Os tutores resolvem dar medicamentos – humanos ou veterinários – por conta própria para evitar uma consulta ao médico veterinário.

 

A segunda situação merece uma atenção especial porque ela é, de fato, a mais comum – e intencional – de todas. No momento em que decidimos oferecer uma medicação via oral para um animal, nós temos que ter CERTEZA de que ela não é tóxica para o mesmo. As medicações humanas, por exemplo, possuem formulações e dosagem baseados em pessoas de, aproximadamente, 70kg. Pensando que, apenas raças gigantes possuem esse peso, já podemos imaginar a quantidade de animais que recebem uma super dosagem.

 

Porém, existe um detalhe ainda mais importante: algumas medicações são realmente tóxicas e estão presentes nos fármacos mais utilizados pelas pessoas. E ainda pior: são exatamente aqueles medicamentos que compramos nas farmácias sem requisições e, muitas vezes, usamos para nos auto medicar. O paracetamol para gatos e o diclofenaco e o ibuprofeno para cães são altamente tóxicos e, corriqueiramente, levam os animais a MORTE.

De todos os pontos aqui abordados, podemos observar que os humanos tem –e muito – uma ligação direta com a exposição dos animais a uma gama de possíveis agentes tóxicos. A comida, as medicações e os produtos utilizados nos ambientes em que os pets estão devem ser SEMPRE criteriosamente escolhidos e estão todos interligados pois podem comprometer sua saúde e bem estar. Nós, como tutores, temos a obrigação de zelarmos pela segurança deles.

 

 

 

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